lundi 21 décembre 2009


Se te desejo com gosto de uva mordida e escorrendo em meus lábios, da fruta morrerei de vontade e engasgada. Vontade de foder acaba indo pras palavras. Consigo foder com um pau, com dedos, com língua, com boca. Mas com palavras eu não consigo. Essa masturbação eterna não goza jamais. Meus miolos doem de tanto pensarem, sonharem, se perderem em pensamentos. Quero é seu corpo, na cama, quente, inteiro, de verdade e com vontades. Mil vontades, MIL. Mas a carne esposta, o vazio das ancas, o cheiro do pelo, o andar dos dedos, o caminho das bocas... isso tudo é sonho, é mentira, é traição. De mim mesma pra mim mesma. Acreditando em foder, perdi sorriso. E foi-se um lamentar em meio a gritos, suor, visgo, dúvidas. Sombras eternas e muito tormento. Visto isso, dito isso, gozado sem isso, termino a minha participação no livro. O meu ardor guardo. Os meus olhares, te poupo. Eu canso, eu extremo, eu gasto, eu apelo, eu imploro. Mas um dia chega. A punheta tem um fim e não foi o gozo extremado. Larguei de lado. Espero na casa ao lado. Vai ter que bater na porta pra poder me achar.

lundi 16 novembre 2009

Não gosto do bom gosto.

Então você olharia nos meus olhos. São verdes, mas te juro: te dizem a verdade. Todo o tempo que dedico-me aos seus seios é verdadeiro. Toda a intensidade com que lhe fodo é verdadeira. Penso com carinho em teu corpo pequeno, que aninhado a mim, fazia-se multidão. Pressão, loucura, tensão, febre, dor. Maneiras que só você consegue ser, só ali naquele encontro conseguia ver, ouvir. Contorcionismos sem circo. Malabarismos de olhos revirantes. Uma explosão que nem. Nem sei! Estou dizendo: é tudo verdade. Não me fantasie de amor perfeito. Sabe que não sou, sabe que passamos longe. Sou dos seus homens, o pior. Pi-or. Mas é tão doce o dulçor de sua boca. E é com paciência que lhe chupo a flor. Mel momentâneo, fel que me mata junto a saudade. Outrora, éramos poesia e de poesia nos alimentamos. Longe um do outro, outro do um. Ardo aqui, tentando te tocar aí. Oceanos e oceanos de mar sem fim. Lágrima salgada que nunca me ocorreu e que sempre imaginei serem suas. Sem culpas, fiz todo o mal que pude. todo o mal que consegui. Sem jamais ter quisto. Vai entender, morena! Vai entender. (nunca te amei para você, mas amei e para mim em segredo). Guardei toda aquela emoção das quase fodas e das lidas. Guardei por explodir e jogar tudo junto às minhas merdas ao vento. Meias palavras, meia boca, meio pinto, meio peito, meio cheiro, meio flor. Abro as janelas e ali você está! Surpresa. Booooooooooom. (Má intencionada, sem saber, sem nos saber, sem querer). Penso mil metros de altura, mas só tenho cinco minutos pra te ter. Resta um grande silêncio, aquele, lembra? Conecta e desconecta a gente, sem ligar pra energia, pro nosso fluxo. Não é fácil, morena minha. Então, não nos olharíamos mais nos olhos. Nem nos espelhos. Nem nas janelas. Nem ao portão. No chão é onde os restos estão. Poética com rima e sem métrica. Nunca te cantei versos, nunca te escrevi notas ao papel. Marquei tudo o que quis no teu corpo, e você no meu. PIOR: na minha cabeça. Não estou triste, não! Ainda nos temos, sei que sim. Lá. E você sabe. Pelo menos, eu sei. Com carinho, seu sempre (e só lá!): F.G.

vendredi 25 septembre 2009

mercredi 16 septembre 2009




"É preciso ter ainda o caos dentro de si para dar a luz a uma estrela dançarina".
Nietzsche

DOIS

jeudi 20 août 2009

desenterrando.


Tenho medo de ver teus abraços e aninhar-me em teus braços.
Tenho medo de sua boca parecer-me doce e em mim cair cheia de vontades.
Tenho medo dessas vontades não serem só suas, serem NOSSAS.
Medo do obscuro não saber, do enorme tempo vão que se entrepõe entre nós.
Medo da espera.
Medo das estrelas, antes amigas de nossa solidão, agora ajudantes de nós amantes.
Medo do queimor que sinto ao lhe pensar.
Estou assustada, confesso calada às palavras que insistem em me perturbar.

vendredi 7 août 2009

Justamente doce

Justamente doce, sincero ardor
Olvido meu juízo, apreciar-te aprecio
Agradecido, natureza de flor
Nos devaneios sutis, horas a fio

Ausente já és sublime, tão linda
Mais encantadora, explico
Custa encontrar-te, isso fascina
Aprecio viver você, confirmo

Luz, olhos irradiantes
Destrói corações errantes
Encanta, inspira o pecador

Inexiste formosura igual
Reafirma a mulher divinal
Anestesia a razão, desperta o amor!*




*Texto de P.! um amigo querido

dimanche 2 août 2009

samedi 25 juillet 2009

vendredi 6 février 2009



Transbordamento....


Imagem - Samya Peruchi
(Prainha - ES, 15h)