samedi 8 novembre 2008

jeudi 30 octobre 2008






Internal Explosion...
Nascimento Corpóreo!

Contravenção









Imagem - Samya Peruchi
(Av. Beira Mar - 18h30)

lundi 20 octobre 2008

dimanche 21 septembre 2008

mercredi 20 août 2008

mercredi 13 août 2008

Para um alguém especial!

E por falar em café, que tal tomar um? Ao som de... “It had to be you. it had to be you, I wandered around and finaly found...” 1

Por do sol, Expresso e conversa de vontade, de historias, de desejo.
Fazer acontecer e estar presente, como nos ‘inferninhos’, fazendo sua dancinha de ombros petulantes e impetuosos, enquanto rouba quibe na mesa ao lado!

Sei lá, me pareceu suavidade demais para alguém tão encantadoramente atrevida para a vida. Me perco em pensamentos tentando vislumbrar o grau de efeitos e reverberações que se coloca por sua conta e risco, e são só coisas boas, muito boas, energia ruim só de homens de preto insuportavelmente irritantes com latinhas feitas de cinzeiro na mesa ao lado.
Coração acelerado e apertado por um algo que não deveria atormentar, uma presença que inebria e faz contagio...
Outro café, verborragia inevitável, inapropriada talvez, mas necessária.
Falta açúcar? Espera... Agora outra!Like the wind that shakes the bough 2 He moves me with a smile

Sardas, cachos, Rio… dilúvio de emoções e sensações!
Toma o que teu, joga na cara do desejo e se apropria do poder que você ignora ter.
Faça dele tua vontade e grite, faça, corra...
Não confunda Madeleine Peyroux com Billie Holiday, por favor!!
Tomada de consciência do poder que tem, da beleza e atração que reverberam, ponto.
Aceite e se aproprie... o filho é teu...
O sol ta se pondo, e acabou meu pó!! Cadê o moedor???
Mais cafeína? Ou Reserva do Gerente ta bom?

Bigmouth Strikes Again!



1 - Billie Holiday - It Had To be You
2 - Billie Holiday - Crazy he calls me

mardi 12 août 2008

TEXTO RETIRADO PROVISORIAMENTE

dimanche 10 août 2008

Poemeto pornô.


Procurava em todo canto, algum sinal de suposto desvio. A cristandade não deixava vestígios da vida nada sacramentada compartilhada minutos atrás. Claro! Obviamente que aquelazinha magrela e descabelada não lhe despertava desejos sujos. ÓBVIO! Purificado estará. Gostava mesmo era de charfundar junto à porca branca e gorda... Sussurava arfante ao pé do ouvido, delícias pornográficas com palavrões e língua desinibida. Muito cuspe e suor, um mela mela pra não soltar jamais. Ao mesmo ouvido, raspava-lhe a barba baixa e mal feita, em tom quase juvenil. Enquanto isso, enfiava-lhe os dedos longos ao fundo de sua xoxota. Sim, xo-xo-ta. Chulo e sujo, como realmente és. E gozava horrores, fingindo amor - a quem lhe implorava - o que eram seus muitos pecados. Abocanhava-lhe os seios com ardor, entreolhava-lhe com toda a piedade escrota que conseguia. Venceu o nojo de chupar-lhe por desejar, enfim, chupar outréns. Batia-lhe as costas contra sofás, paredes, pilastras. De costas, arranhava-lhe a cara na mesa da cozinha. E nem prato de comer ela era. Nunca foi. Por ele, nunca será. Esquentava-lhe para esfriar. Para emudecer e apagar. Gemia feito uma safada - assim ele a fazia, dizia, queria - uma sem vergonha, uma sem valor. Calou-lhe os gemidos, desbotou-a sem desabotoá-la. O cheiro dele era péssimo. Fedorento, forte. Encrustava-lhe na pele, e lhe custava noites de choro e rancor. Grosso, sujo, fedorento, asqueiroso. Juntando (sem juntar) a beleza dela que se apagou. Enjoada, vomitou-lhe o gozo. E ele, o seu amor.

jeudi 31 juillet 2008

samedi 12 juillet 2008


"Questionamento, Inquietação, um revolver de mundos de atravessamento autônomo, pautado nas mais loucas imposições negadas, e rechaçadas, por uma força que corta o mar para não se afogar e ascende, emerge, banca e vive!"

lundi 7 juillet 2008


Ela entrou. Aliás, minto. Lembrei! Fui eu quem entrou. No momento, no instante. No seu exato segundo de criação de suspiro. Segurava os longos cabelos ao alto da cabeça. Delicadamente, os cachos dourados iriam sendo enrolados em torno de si mesmos. Um coque, a bailarina! O corpo pequenoera velado somente por um collant, meias e sapatilhas de ponta, que subiam-lhe as panturrilhas laçando-as, docemente. Formas açucaradas, delicadas. Movimentos contendo paixão e dedicação. A cada olhar meu, prendia-me a teus braços, suas pernas, suas piruetas e seus pliês. Seu pliês...

mercredi 25 juin 2008

Imagem por Murilo Polese




A fumaça que infiltra os alvéolos não basta. Compulsivamente inspirada, mais suja que preenche.
Do chocolate ao outros impulsos do infeliz, a maldita digestão processa em merda a substância que não fica.
Não fica.
No estupro sinestésico auto imposto as possibilidades se esgotam
banho de chuva no frio
crise de choro sentado no box
briga no transito

Também nada fica.

Falar de amor é pior
Eclode em desejo de virar do avesso.

no interior

nada fica.

mardi 27 mai 2008


Pulsão de Vida

Diversos países, cidades, línguas, pessoas, modos de ser. Uma enxurrada de informações me atravessou, e de tal forma, que não quero mais ficar, quero voltar e me embrenhar em outra cidade. Onde tudo é tão imenso, tão intenso, que minha intensidade se transforma, ganha ares de naturalidade, ganha leveza, força!

Em uma mesma avenida... samba, rock, industrial, mpb, jazz, funk. Pobres, ricos, fudidos, escrotos, amados, revoltados, ditadores, lou-tenentes torturadores, militantes do tortura nunca mais, europeus, asiáticos, africanos, latino-americanos, norte americanos, paulistas, cariocas, pernambucanos, capixabas e o cacete a quatro!

Real, palpável, possível!

Inimaginável talvez, mas o vento que sopra de lá vem suavemente me tomando, assim como o desejo de fazer, de tomar, de gritar, de pensar, de falar, de gozar a vida avidamente.

Respiro, tomo fôlego... e desço as escadas... para me jogar no mar de sensações que se aproxima e me envolve.





lundi 19 mai 2008

Tinha suspirado. Sus-pi-ro. Recupera o fôlego. Dentro, é tudo luz desenfreada procurando saída. Sentiu-se trêmula. Fechou os olhos, mais uma vez. A manhã já anunciava quentura à janela. A cama estava à meia luz, o corpo configurava um território novo. Mostrava. Velava descobertas. O que podia fazer, o que queria fazer: suspiros. Comprimia as coxas contra si mesma. Fortemente contra o corpo, mas a favor dele. Invariavelmente, fechava os olhos. Sentia a luz, que teimava e ardia em sair, urgir. Ergueu-se. Sentou ao pé da cama, estava a decidir por permitir-se. Ou re-sonhar suas costuras ardidamente, e, sozinha. Sentia-se bonita, sentia querendo ser e fazer sentir e ser. Vestiu seu melhor vestido. Esperava elogios, seria a sua oportunidade, seu escape pra não deixar escapar. Vestidos levariam encontros com o ar, com o vento, com o calor. Encontros. [...] Deixou o quarto, desceu até a cozinha. O café estava recém pronto, quentinho, cheiroso. Então. A visão. A melhor espelhada em sua íris desde que abrira as pestanas. O suspiro iminente tornou-se silêncio abismado. Pernas brancas tilintavam contra a saia quase tranparente. Um ultraje! Uma delícia ao ar. Lindas, mornas, cheias de constelações. Esvoaçante. Camiseta solta, fresca, deixando os seios à luz do descobrimento encoberto. Eriçados pelo vento. Água na boca, sensação entalada. Era preciso ter calma, era preciso ter paciência. Mais importante: era preciso a imprecisão. O movimento seria incalculado, inexato, impensado, perto do impossível. O possível dentro de roupas claras que dariam luz ao corpo proximamente próximo, colado, quase por dentro do outro. A impossiblidade deu-lhe a certeza. Uma certeza que não saberia descrever, mas aconteceria. Seria claro, um estalo. Explosão!

vendredi 16 mai 2008

lundi 12 mai 2008



Tocava-me. Mesmo que distante, ao centro, tocava-me. Era úmido o gosto dos finos e sedentos lábios. Era doce o cheiro de sua nuca. As mãos pequenas espalmava-me o corpo, mas eram fugidias às partes que ardiam em espera. Reviro os olhos ao lembrar. Rememoro pois não há território de espera futura. Acabou. NÃO! Não o desejo. Não a imensidão do meu corpo. Aperto minhas coxas, mas contra o silêncio. Não há. Vazio, silêncio. Toca-me no infinito, o meu infinito por ti intocado. Penso aos seios, redondos, maduros, frutas novas, doces, frescas. Mas insugados, impalpados. Penso-lhe as coxas, a barriga, a bunda, teu sexo. Cheira tudo à flor, mesmo inodoro ao nariz distanciado. Cheira e beija. Aperta e sufoca. Tocava-me. Toca-me. Tomo-te.

samedi 10 mai 2008

dimanche 27 avril 2008

[Parte 2 - Audiovisual] Do que nos afeta...


jeudi 24 avril 2008

Do que nos afeta....

Sufoco!!

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Nada!! Simplesmente nada... ou melhor, tudo!! Não, espera... vírgulas, pontos, vogais, frases, só isso que me aparece?!!Tuudo desconexo, um sufoco só, vou nadando no meio disso tudo e continuo aqui, a ver navios!! Nãaaao! Não to alucinando não! Só um pouco perdida, na verdade... muito!!

Ele me disse que não era para ser assim. O que?! A vida... Como assim?! Ah... esse fluxo gigante de forças que insistem em bater a minha porta!! Knock Knock! Excuse-moi?! Até parece que vem assim com boas novas!

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Agora eu vi... você ta alucinando mesmo! Louca!!!

E daí?! Se ta me incomodando eu vou falar! To eu aqui com todos os ovos quebrados, cd’s rachados, luz apagada, no escuro! Tateando... e o único chão que eu tenho, é o meu grito!

Desabafo! De vontades, de verdades, de amores, de desejos... O que?! Olha... Se não quiser me ouvir, vai embora! ...de qualquer forma eu vou continuar... Ao som de Jazz, and Blues e de repente um café, cigarretes... Tudo de possível, que me provoque, que te provoque, afete!

“Estou cansada de me sentir desconfortável, e por isso, não consigo parar de mudar”¹, me moldar, expandir, gritar!!

O chão ta me engolindo e só tem um jeito de escapar...

Mergulho mar adentro. Esta cada vez mais escuro...

Piso em ovos...

Mas já estão quebrados mesmo num é?

Então vamos lá... parto para a briga! Me debato, me destruo reconstruo, vivo, grito, grito, grito. Ah!

Alívio!!

Não de dor... de gozo, de verdade, de potencia, de não sei o que, que me provoca e me diz, foda-se, não não não não..... vão se foderem! “O único escuro que eu carrego, é a sombra que o meu corpo produz”², dae eu repito... VÃO SE FODEREM... Não quero isso não, não em mim!! Isso não é meu... não mais, fora meu!!




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1 “But I`m good at being uncomfortable so I can't stop
changing all the time”. Fiona Apple – Extraordinary Machine
2 Autor desconhecido. Ana Carolina – La Critique


dimanche 20 avril 2008