dimanche 3 octobre 2010

Pas grrrrave.

Para de me olhar, por favor. Me sinto só. E nua. Me escondo nas penumbras, me arraso, não me conforto. Saio um pouco do chão, fumo, bebo. Por que não? Um não é ruim. Ainda mais com um "até mais, a parrí". O que quis dizer? Eu não entendi. Meu corpo deseja como um bicho, não nega ao que veio. E me assusta, como sempre. Teu corpo esguio, comprido, estranho, estrangeiro. Em mim.. Me faz pensar e rir. Sozinha. "Tu ai raison". Me ajuda, rapaz. Não me faz sofrer! Nem me resolver posso, não tenho pernas, nem dedos, nem cu. Danço por estravasar demônios, anjos e o que mais tiver. Se você não pode, posso eu. Teu cheiro. Forte. Que fica. Partout. Le monde. Em mim, sem ter. Uma dança, a deux. Meia luz. Um desejo? Muitos. Dans la tête, quem me segura? Mãos duras e cruas. Sorrisos que me ma-tam. Aos pouquinhos. De tempos em templos, je te remplace. "Porque há desejo em mim, é tudo cintilância". Cintilante, je t'espère. Mas não sou francesa: o sangue aqui é quente e dói nas veias.

mercredi 11 août 2010

Dark haired girl.

Façamos assim. Te pego na rua. Você vem de ônibus, te busco no ponto. Passo de carro mesmo, vamos no meu, não tem problema. Vou me vestir do que você quiser, sério. Mulher, homem. O que quiseres. Para tirar lentamente depois. Também podemos não tirar. Quero te olhar, de qualquer maneira. Me demorar, te ensinar a demorar... mas chegar lá. Dedicar um tempo que mereces. Tem um arzinho de suculento, isso tudo daí que carregas. Nesse quadril largo, nessa anca que balança. Que rebola. Aposto que faria rebolar ainda mais. Quero tentar, entende? Sei que no olho puxado, no olho de lado, que escuta, também vê um pouco de mim. Nos apelos, nas mensagens, no que não é dito. Até no silêncio que me dedica. Se nunca gritou, irá. Se nunca gemeu, irá. Não pode mais perder tempo. Tempo magnânimo e lindo. Doce e intenso. Não podes perder, sabe? Não deixo mais. Sinto na obrigação de te pegar pela mão e mostrar os lugares, os sabores, os odores. Tudo com carinho, ardor, dedicação. Porque mereces. Porque precisas. Porque eu quero. Que-ro.

vendredi 16 juillet 2010

A charfundar em seus peitos e pelos. A engolir teu pau, doce e duro. A cheirar seus braços, pernas, bundas, pescoço. Gemer ao ouvido. Um sorriso completamente desconhecido e maravilhoso. Um olhar no espelho, uma dança gostosa, estranha. Entranhando seus dedos bem fundo, aprendo a sentir novamente. Sempre uma nova experiência, sabe? Chego a ficar imutável, sem ar, jogada. Passiva, até. Rebolo por não conseguir não fazê-lo. Não quero implorar para ser comida. Somos realmente dois estranhos, não somos? Conversas as mais variadas, na superfície. O que rola? Vergonha. Das boas. Você diz ser bonito, isso, essa preocupação minha. Sou menina, me confirmo no olhar de canto. Sou mulher quando me entrego, de uma vez. Não faço rodeios, quero tudoaomesmotempoagora. Tardes esquisitas, expostas. Não te escondo, me preservo. Entende? Quero corpo colado, quero que puxe meu cabelo, que bata na minha bunda, que penetre com vontade. Com a delicadeza de quem toca um instrumento. Disso você entende. E como.

mardi 13 juillet 2010

Olhares.

Na penumbra, baixinho. Entre olhos. Sobrancelha é mara, eu já disse. Pestanas vastas, pretas, calculadas. Olham pra mim, eu confio. Pega de jeito e de surpresa. Abro meu sorriso de canto. Danço para você ver, e vir me pegar. Me puxa, me lança, me conversa, me convence. Ouve com paciência confissões de ebriedade. Tira toda a conversa, joga na parede, me faz esquecer. Beija forte, intenso, inteiro. Língua de maravilhas, mãos certas, firmes. Um músico, claro. Que sabe e-xa-ta-men-te onde e quando tocar. Me impressiona, me respeita. Lança dúvida. Molha, entra, confunde. Ligo, desespero. O que tô fazendo, me fala? Tenho é que falar menos. Sou uma mulher, não? Tu és homem, e sabes. Eu ainda tenho minhas dúvidas, mas prometo me tratar. Estudo análise e não consigo não analisar. O cheiro que fica. Nas narinas, nas coxas, na boca, nos peitos. Como os trata bem! Como dedica. Murmuro, sem palavras. Gemo, sem som. Gozo, sem extenuar. Aguento mais, porque aprendo. Aprendo com novidades. Tremo toda. To-da. Dedos ágeis, força brutal, animal, em mim. Reviro os olhos, ainda sou dançarina? Meu corpo pede, mas aprende a esperar, suportar, ter. Sentir, sabe? Um eterno aprender. Esborrachar, viver. Encarar que é gostoso sentir forte, entende? Eu estou na lida. Ali, corpo nu. Pintas, pinto, branco, ternura. Ainda que no desconhecer. Corpo magro, aninhado, pequeno. Gi-gan-te. Ê moço doce, tu parou um pensamento em mim.

vendredi 9 juillet 2010

Crua.

Sempre o lado que pesa. O gosto do pau, a pele tesa. Sem tesão. Muitos espelhos, invasão, sem intimidade. Fujo como uma lebre, sem temer, mas com vergonha. Não mais o mesmo rosto, nem a mesma bailarina. Não consigo mais bailar. Não vejo desejo, não vejo vontade. Só medo, receio, vaidade. Por isso, da primeira vez doeu. Deixei doer, foder e doer, doer e foder. No vai e vem, algum sentimento esvaia. Não era prazer nem raiva. Nem alegria nem dulçor. Um ciclo esquisito se fecha mas a porta fica entreaberta. Me encho de segredos. Nossos segredos. Que vem, que ficam, que explodem. Mil versos te dedico, sem entregar.

Incompleto porque sem gozo, não tem lira.

samedi 27 février 2010