lundi 16 novembre 2009

Não gosto do bom gosto.

Então você olharia nos meus olhos. São verdes, mas te juro: te dizem a verdade. Todo o tempo que dedico-me aos seus seios é verdadeiro. Toda a intensidade com que lhe fodo é verdadeira. Penso com carinho em teu corpo pequeno, que aninhado a mim, fazia-se multidão. Pressão, loucura, tensão, febre, dor. Maneiras que só você consegue ser, só ali naquele encontro conseguia ver, ouvir. Contorcionismos sem circo. Malabarismos de olhos revirantes. Uma explosão que nem. Nem sei! Estou dizendo: é tudo verdade. Não me fantasie de amor perfeito. Sabe que não sou, sabe que passamos longe. Sou dos seus homens, o pior. Pi-or. Mas é tão doce o dulçor de sua boca. E é com paciência que lhe chupo a flor. Mel momentâneo, fel que me mata junto a saudade. Outrora, éramos poesia e de poesia nos alimentamos. Longe um do outro, outro do um. Ardo aqui, tentando te tocar aí. Oceanos e oceanos de mar sem fim. Lágrima salgada que nunca me ocorreu e que sempre imaginei serem suas. Sem culpas, fiz todo o mal que pude. todo o mal que consegui. Sem jamais ter quisto. Vai entender, morena! Vai entender. (nunca te amei para você, mas amei e para mim em segredo). Guardei toda aquela emoção das quase fodas e das lidas. Guardei por explodir e jogar tudo junto às minhas merdas ao vento. Meias palavras, meia boca, meio pinto, meio peito, meio cheiro, meio flor. Abro as janelas e ali você está! Surpresa. Booooooooooom. (Má intencionada, sem saber, sem nos saber, sem querer). Penso mil metros de altura, mas só tenho cinco minutos pra te ter. Resta um grande silêncio, aquele, lembra? Conecta e desconecta a gente, sem ligar pra energia, pro nosso fluxo. Não é fácil, morena minha. Então, não nos olharíamos mais nos olhos. Nem nos espelhos. Nem nas janelas. Nem ao portão. No chão é onde os restos estão. Poética com rima e sem métrica. Nunca te cantei versos, nunca te escrevi notas ao papel. Marquei tudo o que quis no teu corpo, e você no meu. PIOR: na minha cabeça. Não estou triste, não! Ainda nos temos, sei que sim. Lá. E você sabe. Pelo menos, eu sei. Com carinho, seu sempre (e só lá!): F.G.